PostGUERRA DOS CLONES: Entenda a briga entre Apple e Psystar
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Das Übergeek - ubergeek@geek.com.br
em
03/07/2009 19:50
Blog: ÜberGeek
Karmômetro (?)
tende a neutroA Apple combate duramente possíveis concorrentes; fabricantes de clones ficam à beira da ilegalidade.
Por Henrique Cesar Ulbrich
Em uma novela que parece não ter fim, a Apple sempre combateu duramente seus concorrentes diretos. Por isso, seu atual modelo de negócios compreende uma solução fechada e integrada de hardware e software que não pode ser produzida ou sequer licenciada por terceiros. Embora nunca tenha sido realmente questionada por práticas monopolistas, de tempos em tempos aparecem empresas que desafiam o poderio da maçã de Cupertino usando esse argumento.
Desde os dias do Apple II, no final da década de 70, a Apple sempre sofreu com a exploração supostamente indevida de seus produtos. Basta lembrar do famoso caso da americana Franklin Computer, que nos anos 80 produzia cópias exatas (e ilegais) desse que foi o primeiro sucesso da Apple. Ou as dezenas de indústrias brasileiras que se protegeram atrás do escudo da Reserva de Mercado, que proibia importação de computadores, para criar cópias também ilegais dos Apple II.
Os Macintoshes, introduzidos em 1983, com seu projeto de hardware e software monobloco tornaram a clonagem muito mais difícil, legalmente falando. Os concorrentes precisariam fazer um dispendioso trabalho de engenharia reversa para produzir um computador legal e de funcionalidade minimamente compatível, ou partir para a infração de copyright com uma cópia descarada. De fato, os clones ilegais que apareceram em sua maioria foram tirados do mercado pela empresa e seus advogados, e mesmo muitos espécimes supostamente legais foram esmagados – como é o caso da brasileira Unitron, cujo clone alegadamente obediente à lei, produzido por engenharia reversa, foi cancelado por pressão da Apple e do governo americano.
Pouco mais de uma década depois, em 1995, a empresa mudou de idéia e licenciou seu sistema operacional e ROMs para terceiros, permitindo a produção de clones “legalizados”. O programa de licenciamentos, todavia, foi cancelado por Steve jobs em seu retorno à Apple em 1997. A evolução do sistema operacional System 7, que era licenciado, para o Mac OS 8, cuja licença proibia a instalação em outro hardware que não fosse Apple, terminou por enterrar o programa de licenciamento. Desde então, clonar um Apple teria sido, além de ilegal, tecnicamente muito difícil.
Teria sido, e foi durante outra década. Mas em 2006 a Apple resolveu abandonar os processadores PowerPC e adotou a plataforma Intel, a mesma dos PCs padrão IBM. Essa mudança, com uma pitada de inventividade dos hackers de plantão, levou à modificação do sistema operacional Mac OS X para funcionar (ilegalmente) em qualquer PC com processadores Intel. Muitos entusiastas começaram a montar seus “hackintoshes” com PCs comuns e versões modificadas do Mac OS X, a maioria com relativo sucesso.
É nesse ambiente que a Psystar Corporation, fabricante de equipamento de segurança e comunicações, resolveu “peitar” a Apple. Com sede em Miami, lançou em 2008 o que chamou de OpenMac, um PC bastante compatível com um Mac atual e que vem com o sistema operacional da maçã instalado de fábrica. Rapidamente rebatizado como OpenComputer e equipado com o Mac OS X Leopard, o produto da Psystar foi o primeiro hackintosh oferecido comercialmente já pronto para uso.
De 2008 para cá, a Apple e a Psystar têm protagonizado uma queda de braço em público, com vitórias, derrotas e “empates” a cada jogada. De julho a dezembro, ambas trocaram processos na justiça americana, com leve vantagem para a Psystar. Desde então, surgiram mais candidatos a Davi, como a russa Russian Mac, a argentina Openimac, a também americana Quo Computer e a alemã PearPC. Mas 2009 viu a Psystar enrolar-se em problemas com acionistas, que a levaram a pedir concordata em abril.
Acompanhe o desenrolar dessa guerra, que parece não ter um fim muito próximo, pelo hotsite geek.com.br/tags/guerra-dos-clones.
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Postado por Das Übergeek - ubergeek@geek.com.br - em 03/07/2009 19:50
Comentários 
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Karmômetro (?)
tende a ruimGUERRA DOS CLONES É A MAIOR SERIE DO MUNDO E EU ADORO
Postado por elias de souza oliveira em 03/07/2009 22:00
Karmômetro (?)
tende a ruimNO COMENTARIO DO ELIAS É TUDO MENTIRA FOI O PRIMO KLEITO QUE ESCREVEU
Postado por elias de souza oliveira em 03/07/2009 22:08
Karmômetro (?)
tende a bomNão sei como isso tem demorado tanto, a Psystar e as outras não têm a menor chance de ganhar essa, eles simplesmente induzem o usuário a ferir 100% uma das primeiras cláusulas da licença de uso do MacOSX.
Postado por Paulo Munir em 04/07/2009 04:12
Karmômetro (?)
tende a neutro@Paulo Munir
Não é bem assim. Tanto aqui no BR como lá nos US, não é simplesmente pq tá no contrato q vc tem q aceitar pra usar que é uma prática legalmente aceita.
Eles tão monopolizando o mercado ao só permitir que o MacOS rode em hardware Apple. Além de estarem praticando venda casada, ao só vender hardware Apple com o MacOS (e vice-versa).
Tanto é verdade que essas são as alegações que as fabricantes de “clones” usam contra a Apple. Não duvido que elas ganhem.
Embora se isso acontecer, o MacOS vai sofrer uma grande perda de qualidade, ao ser “obrigado” a rodar em hardware “comum”.
Vide os PsyStar, cuja opção de controle de rotação da ventoínha do processador não funciona, obrigando a ventoinha a trabalhar em 100% da velocidade o tempo todo, fazendo mais barulho que o necessário….
Postado por Rhob em 04/07/2009 13:42
Karmômetro (?)
tende a bomRhod, não existe monopólio quando todos os produtos do conjunto são seus, e nenhum deles é exclusividade no mercado. Existem computadores e existem SOs, mas para ter o SO da Apple você precisa adquirir a dobradinha, pronto.
Não é monopólio isso é um direito que a fabricante tem de lançar os seus produtos visando unicamente a sua linha de mercado embarcado ou não, na visão da Apple um box do MacOSX é nada mais que um repositório do produto casado, e ponto final.
Eu não só acho como a Psystar não leva essa (e nenhum dos outros fabricantes de Maclonados) como me impressiono com o tempo que essa chinelagem fedorenta está durando: se a Psystar quiser realmente fabricar micros “Open” ela sabe que SO usar.
Postado por Paulo Munir em 05/07/2009 03:38
Karmômetro (?)
tende a neutro*Paulo Munir, *
Sua observação sobre micros “Open” com o SO correto é sensata e válida, e concordo com ela. Mas não esqueça que, oferecendo com Mac OS X, a empresa ganha um poutza diferencial e uma poutza divulgação gratuita.
Quanto a não levar essa, não tenho tanta certeza. A VW pode vender um motor AE1000 e dizer que só serve no Gol 1.0 e que não faz sentido instalá-lo num Corsa. Mas, se o cara quiser hackear, a VW não tem como impedir. E nem respaldo legal (em nenhum país) para proibir.
O OSX vem preinstalado Macs novos mas, também, é vendido separado. A partir do momento que a Apple vende a caixinha separada perde o direito (pela lei tanto daqui quanto de lá) de obrigar a instalá-la exclusivamente num micro Apple.
Aqui no Brasil qualquer advogado vai te explicar que um contrato é lei entre as partes e deve ser cumprido à risca, e que o sistema judiciário o ampara – o que seria uma vantagem à Apple nesse caso. Mas (tudo sempre tem um mas) a contrapartida é a de que o contrato não pode contrariar nenhuma lei em vigor – se o fizer é considerado nulo perante a lei. Ora, venda casada é prática vedada pela lei brasileira, então a EULA da Apple não teria valor aqui, seria anulada imediatamente.
Não estou a par da lei americana mas acredito que lá a coisa seja semelhante.
Postado por Irado furioso com tudo em 06/07/2009 00:44
Karmômetro (?)
tende a neutroCaros… esse assunto é muito complexo, na verdade tem muita gente que reclama da Microsoft pelo monopólio do Windows, mais todo mundo se esquece que a Apple vende o Mac OS X com o hardware fabricado por eles mesmos, e só deixa o usuário instalar o seu sistema (mesmo que ele compre separado) se o pc tiver hardware Mac ou se o pc for um Mac, vale lembrar que o Windows não é lá o melhor sistema operacional que existe, mais vc instala ele em qualquer pc rodando qualquer hardware, o monopólio não se trata do sistema operacional e sim do hardware, concordo com os comentários anteriores se a Apple não quer clones de Mac OS X ela não devia vender seu software fora de um pc Mac, ou melhor, não devia restringir a instalação de seu sistema operacional em um pc que não tivesse hardware Apple…. se isso não é monopólio eu não sei mais o que é… e depois ainda reclamamos do Windows !!!!
Postado por Thiago em 04/08/2009 12:23
Karmômetro (?)
tende a neutroRonallllldo
Postado por Wellington Moraes Fratini em 19/08/2009 11:10
Karmômetro (?)
tende a neutroVender uma alma (software) que só pode ser usada em uma única casca (hardware) não tem sentido…. é só um jeito de maximizar o ganho da Apple.
Se é proprietário. Deveria ser um produto ÚNICO, COMPLETO (corpo e alma).
Vc já comprou o motor separado do carro ? Comprou uma casa sem a propriedade do terreno ?
Entendo que é um produto ÚNICO separado desnecessariamente apenas por questões comerciais.
Postado por Alexandre Oliveira em 04/09/2009 16:47